Numa tarde dessas quaisquer, estava
eu a boiar pela Internet (porque ficar flutuando sem rumo pela rede não pode
ser chamado de navegar) quando encontrei a seguinte publicação:
Todo
o crédito da pesquisa e da arte para www.jacarebanguela.com.br
Naquele momento, não consegui
pensar em nenhuma definição melhor do que: “Véi, que massa!”. Porque, sério,
sabe aqueles momentos em que as dúvidas que você alimentou durante dezenas de
horas são respondidas com uma única imagem (ou, nesses caso, com meia dúzia de
frases)? Então...
Construir um blog e enchê-lo de
conteúdo é uma experiência muito boa. Como em qualquer empreendimento, você
eventualmente acaba encontrando uma série de obstáculos que minam o ritmo da
sua produtividade. No nosso caso, já temos uma meta de postar conteúdo todos os
dias (já até separamos os assuntos em temas da semana, e tals...), mas a danada
da criatividade, vez ou outra, teima em desaparecer.
O artigo plagiado compartilhado
acima me fez lembrar de outro cuidado que precisamos tomar para cultivar a
criatividade: Quando eu era molequinho, comecei a escrever uma história. Só de
zoação mesmo. Não terminei a história, mas até que escrevi bastante, e uma
coisa que percebi nesse período é que a criatividade é uma característica extremamente
efêmera, porém, passível se ser disciplinada! Sim, isso mesmo, eu me
atrevo a dizer que podemos dominar nossa capacidade produtiva, e fazemos isso através
do trabalho.
Um músico que se dedica a
estudar seu instrumento profundamente chega num ponto onde consegue improvisar solos
destruidores espontaneamente, bastando só achar espaço num compasso. Um
fotógrafo que sabe o que está fazendo consegue retratar uma imagem expressiva
até mesmo com uma câmera de qualidade mais ou menos. E, para um escritor que tem
algo relevante a dizer, tanto faz se tem um blog, caderno, parede ou pedaço
de guardanapo como recurso. Ele apenas faz, porque é natural para ele.
O primeiro capítulo da história
que eu estava bolando saiu em cinco minutos. Normalmente o início de todo
projeto vem à mente bem fácil.
Já o segundo capítulo saiu em
cinco dias.
Quando eu ficava sentado olhando
para o monitor, na maioria das vezes não saia nada. Não que eu não tivesse ideias.
Ideias sempre havia aos montes, porém vinham sempre numa bagunça. E eu esperava
que saíssem todos os capítulos organizados, corrigidos e diagramados, como o
primeiro. Mas, quando eu experimentei expressar em texto todas as idéias que
vinham à cabeça, malucas ou não, e depois refiná-las de acordo com o objetivo
final, minha produtividade se equilibrou tremendamente. Eu, simplesmente, me
forçava a escrever, ao invés de ficar parado esperando uma “ideia genial” me ocorrer.
Nem que fosse para mudar tudo no final, mas ao menos eu tinha um ponto de onde partir,
uma aresta para aparar, algo em que trabalhar.
E a ideia é trabalhar assim aqui
no Ninja Nerd também. Por enquanto, ainda estou me batendo em alguns outros
obstáculos, principalmente de tempo (Olá, Faculdade!), por isso, provavelmente eu
não consiga escrever textos como esse todos os dias. Mas estou almejando
colocar coisas novas aqui sempre. Até porque, estamos aprendendo coisas novas
todos os dias, e esse blog nasceu para ajudarmos a espalhar todo
tipo de conhecimento construtivo por aí!
E você, tem idéias legais que
gostaria de pôr em prática, mas não sabe como começar? Que tal iniciar nos contando
através dos comentários?
Abraços!

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